Nutricionistas
explicam o que não pode faltar na lancheira da criança, quais produtos são
pouco indicados e sugerem um cardápio para três semanas
Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma dieta saudável passa por
cinco pontos: amamentar o bebê durante os seis primeiros meses de vida, comer
alimentos variados, ingerir muitos vegetais e frutas, moderar na quantidade de
gorduras e óleos e evitar sal e açúcar. Parece fácil, mas estes hábitos devem
ser desenvolvidos desde a infância – de preferência, começando pelo que seu
filho leva na lancheira.
LANCHE INDICADO
O lanche escolar é uma refeição intermediária, que serve para dar
energia à criança entre duas refeições principais. O ideal é que ele contenha
uma porção de carboidratos , para fornecer
energia; uma porção de lácteos , que tem
proteínas; uma porção de frutas ou legumes , responsáveis
pelas vitaminas, fibras e minerais; e uma bebida , para hidratação.
LANCHE CONTRAINDICADO
Do outro lado, pães brancos , refrigerantes , salgadinhos – especialmente os
fritos – e confeitosdesequilibram a
balança. Apesar de fornecerem energia, estes alimentos contêm pouco além das
chamadas “calorias vazias”. “Nutricionalmente, eles são só sal e gordura”,
alerta a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, em São Paulo.
Como equilibrar a equação?
É claro que a
maioria das crianças prefere abrir a lancheira e encontrar batatinhas fritas,
chocolate e refrigerante. Já os pais gostariam que elas comessem um bolo integral,
uma fruta e um suco. Para equilibrar essa equação, a nutricionista e consultora
Cynthia Striebel, que há 14 anos desenvolve um projeto de educação alimentar
escolar em Porto Alegre, sugere a negociação. “Seu filho quer levar algo não
muito nutritivo? Eventualmente, isso não é um problema. Negocie com ele um dia
da semana para este lanche e, nos outros dias, as frutas, cereais e o leite”,
exemplifica.
Rosana Perim
concorda. “Não precisa proibir o chocolate. Basta saber equilibrar”, diz ela.
Outra dica é incluir as crianças no processo de comprar e preparar o lanche.
Vale levá-las ao mercado ou à feira, explicar porque você escolhe aqueles
alimentos e como aquilo vai fazer bem a elas.
Opções industrializadas
Nem todas as mães
têm o tempo necessário para assar um bolinho integral ou preparar um suco
natural para o lanche do filho antes de sair de casa pela manhã. Por isso, não
se desespere se tiver de recorrer aos industrializados. Hoje, os supermercados
oferecem opções razoavelmente saudáveis, basta saber escolhê-las.
No caso dos
biscoitos, procure aqueles com as menores quantidades de gordura e de açúcar
possíveis. Bolinhos com recheio e cobertura devem ser evitados, pois geralmente
contêm gordura trans – vale observar também na tabela nutricional do alimento o
índice de gordura vegetal hidrogenada; quanto mais elevado, pior. Escolha os
sucos de caixinha sem adição de açúcar e lembre-se que achocolatados não são
leite, são uma composição feita com soro de leite: prefira aqueles com
menos sódio e menos açúcar e garanta que a criança beba leite de verdade em
algum outro momento do dia.
Conservação
Não adianta ficar
atenta para um cardápio equilibrado se ele não estiver bem conservado na hora
do sinal. Lancheiras térmicas garantem conservação por duas a quatro horas,
segundo fabricantes. Mesmo assim, é melhor evitar patês e embutidos que
necessitem de refrigeração maior.
Fonte: http://delas.ig.com.br/filhos/o-lanche-escolar-ideal-para-seu-filho/n1237537948008.html

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